Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil

Enviada em 27/04/2025

Segundo a Constituição Cidadã de 1988, é inerente ao indivíduo com deficiência a garantia de assistência social, assim como de inclusão coletiva. Todavia, no Brasil, é possível observar a violação desses princípios básicos, sendo notório alguns desafios ao pleno exercício dos atletas paralímpicos, a saber, o insatisfatório investimento público em infraestrutura de qualidade e o insuficiente esclareci-mento civil, referente à plena aceitação desse grupo minoritário. Em face disso, urge que o Governo, aliado às instituições educacionais, una esforços, visando ao enfrentamento dessa problemática.

Diante desse cenário, a falta de investimento público configura-se como um dos principais entraves, comprometendo o rendimento dos atletas em razão da precariedade das infraestruturas de treinamento e da escassez de auxílio governamental para o próprio sustento, o que evidencia a necessidade de uma atuação efetiva do Gestor Governamental, conforme a máxima de Aristóteles sobre justiça e equidade. Além disso, o insuficiente esclarecimento civil agrava a situação, pois a falta de instrução leva à rejeição e exclusão de indivíduos com necessidades especiais, desestimulando-os a persistirem em seus objetivos. Sob essa perspectiva, a Declaração Universal dos Direitos Humanos reforça a importância da coesão e da promoção da igualdade entre os povos, tornando imprescindível a atuação das instituições formadoras de opinião.

Portanto, a fim de que essa situação seja mitigada, fazem-se urgentes intervenções advindas das esferas coletivas. Para tanto, cabe ao Poder Público investir, maciçamente, por meio da otimização das infraestruturas esportivas, fornecendo aparato necessário para atender as diferentes necessidades dos atletas, além de prover auxílio financeiro para que estes possam se dedicar ao esporte, com o fito de democratizar e de promover visibilidade aos paralímpicos. Por fim, compete às escolas esclarecer acerca desse tema, com a participação de especialistas no assunto, a partir de palestras que incitem o senso crítico, almejando à inclusão social dos diferentes indivíduos. Somente assim, a Constituição Cidadã tornar-se-á autêntica.