Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil

Enviada em 19/05/2025

A Constituição Federal de 1988, proclama em seu artigo 5ª que todos têm direito à prática de esportes. Porém, no atual cenário brasileiro, no contexto de pessoas com deficiência, inúmeros empecilhos colaboram para exclusão de praticantes e esportistas. Nesse sentido, é notório destacar a ausência de medidas governamentais e a mentalidade limitada brasileira.

Nesse contexto, o governo atua como um agente para continuação da desvalorização de esportes paraolímpicos. Nesse aspecto, o incentivo esportivo no início da infância contribui para o estruturamento da conectividade com o esporte e seu princípio esportista. Entretanto, essa iniciativa encontra-se segregada quando apenas 36% das escolas públicas no Brasil têm acesso a quadras esportistas. Ainda mais, além da baixa oferta esportiva no meio populacional, entraves como acessibilidade, profissionais qualificados e manutenção dos locais públicos colaboram fortemente para o apagamento de esportes paraolímpicos. Por conseguinte, tem-se a necessidade de reverter este quadro de esquecimento.

Outrossim, o contexto popular a cerca de PCDs esportistas influencia de forma negativa e silenciosa o esporte. Com isso, antes da era das comunicações, a sociedade tinha uma mentalidade mais preconceituosa e vitimizante, limitando o desenvolvimento de pessoas com limitações. Ainda mais, tal pensamento retrógrado foi um pouco quebrado com a disseminação de informações, todavia, ainda prevalece parte de suas raízes que contribuem para o desencorajamento de pessoas que desejam ingressar em esportes paraolímpicos. Assim, é urgente a reestruturação dos erros históricos.

Portanto, urge a necessidade de formular medidas interventivas . Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por políticas educacionais, por meio das Secretarias de Educação, promover cursos de capacitação profissional no contexto de alunos com deficiências, para promover a inserção e inclusão de jovens em esportes paraolímpicos, para culminar no desenvolvimento estudantil e esportista. Ainda sim, o Ministério da Infraestrutura, por meio do Poder Executivo, deve promover a construção de áreas esportivas adaptadas ao esporte paraolímpico, e propaga a prática e a universalização do acesso.