Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil

Enviada em 13/06/2025

A primeira competição paraolímpica oficial aconteceu em Roma, no ano de 1960 e a inclusão nos jogos olímpicos em 1964, apesar do desempenho louvável dos paratletas, ainda há desafios quanto ao reconhecimento, conquista da torcida e apoio da mídia.

Considerando o resultado dos Jogos olímpicos de Paris em 2024, atualmente, os atletas paraolímpicos apresentam rendimento superior aos atletas convencionais. No total o Brasil conquistou 89 medalhas nos jogos paraolímpicos e, apenas 20 nos jogos olímpicos, mesmo assim, é notória a deficiência de promoção nos canais de TV aberta, de patrocínio da iniciativa privada e de mobilização coletiva nas redes sociais. Há um preconceito enraizado na cultura nacional contra pessoa com deficiência, outrora visto como incapaz. Precisou-se a implantação de leis obrigando empresas reservarem vagas para portadores de necessidades especiais, por em exemplo e, a discriminação se estende ao esporte.

O tempo reservado para transmissão das competições, cerimônias e a audiência é significativo menor se comparado as competições olímpicas. É importante destacar que a cobertura depende de investimentos publicitários e, nas paralimpíadas esses recursos são limitados.

Isto posto, é necessário reformar a educação física no Brasil, o ministério da educação deve instruir educadores a incluir a modalidade paratleta nas aulas convencionais. Na ausência de alunos portadores de necessidades especiais, os professores podem trabalhar com filmes, visitas a centros de treinamento especializados, acompanhar competições oficiais e discutir os resultados em sala de aula, enfatizando o potencial desses atletas e a brilhante contribuição para o esporte, com intuito de conscientização coletiva. Assim, as gerações futuras podem antecipar o tempo em que desfrutaremos das alegrias dos jogos paralímpicos com a mesma intensidade dos jogos olímpicos.