Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil
Enviada em 15/07/2025
Na obra Utopia de Thomas Morus, é retratada uma sociedade perfeita, na qual todos vivem em harmonia e não há preconceito de de raça, etnia ou mesmo por deficiência, seja ela física ou não. Ademais, todos são valorizados, independente de suas diferenças. De maneira análoga , infelizmente, no Brasil ainda há dificuldades para a valorização de atletas paraolímpicos, visto que tem causa na visão capacitista capacitista aliada a falta de cobertura midiática.
Em primeira instância é imprescindível destacar a fala da atleta Rosinha dos Santos, na qual diz que as pessoas precisam parar de associar o paratleta a uma história de superação e enxergá-lo como “coitadinho”, uma vez que, a visão de que os atletas com deficiência são considerados incapazes reforça o capacitismo, dado que seu conceito se deve a crença de a pessoa com deficiência ser inferior. Não obstante, os atletas com deficiência são de alto rendimento assim como os convencionais. Outrossim, segundo ela, todo atleta precisa se superar, seja ele com deficiência ou não.
Ademais, vale ressaltar a falta de cobertura midiática em relação a paratletas, dado que, segundo o site “Disbuga”, as emissoras de televisão ainda carecem em apresentar eventos como as Paralimpíadas, contribuindo para a desvalorização de atletas com deficiência, necessitando de uma intervenção que mitigue esse impasse.
Dessa forma, é devido que sejam feitas campanhas que demonstrem a capacidade de paratletas tal qual atletas convencionais, sendo executado pelo Ministério do Esporte junto a Secretaria Nacional de paradesporto, atuando nas secretarias municipais para realizarem palestras, a fim de fazer tornar reconhecida a importância e a capacidade dos atletas com deficiência. Ademais, faz-se necessário que as emissoras de televisão atuem transmitindo eventos esportivos. Em suma, com objetivo de aproximar a sociedade brasileira atual ao modelo proposto por Morus, para que assim os paratletas sejam valorizados.