Desafios para a valorização de atletas paraolímpicos no Brasil
Enviada em 07/07/2025
As paralimpíadas são um evento irmão das olimpíadas, criado logo após a Segunda Guerra Mundial. Os jogos que deram origem a este evento reuniram veteranos de guerra britânicos, em 1948, visando sua recuperação física e mental. As primeiras paralimpíadas foram em Roma, em 1960. Desde a primeira participação do Brasil na competição, em 1972, tem-se um incremento no número de participantes, apesar do tratamento aquém do esperado pela mídia e o foco equivocado da sociedade na superação das deficiências pelos atletas.
Infelizmente, a mídia ainda reflete um pouco do preconceito existente na sociedade. Isto fica claro quando observamos que há menos espaço nos canais de divulgação do que aquele cedido aos atletas sem deficiência, até mesmo em virtude do menor patrocínio ofertado aos atletas pelas grandes empresas. Como consequência, o público sendo privado do acesso aos acontecimentos da paralimpíadas, acaba considerando que o evento somente existe para validar pessoas deficientes.
Isso leva ao segundo problema, para o qual a mídia fortemente contribui: a fim de criar histórias mais “interessantes”, as paralimpíadas são retratadas como métodos de inclusão das pessoas deficientes, como no filme “Retrato de um Campeão”. Na verdade, os atletas paralímpicos são subestimados, porquanto não raro sejam vistos como coitados, que não conseguiram participar dos esportes nas próprias olimpíadas. Ao revés, tanto os deficientes como os atletas convencionais são exemplos de superação, pois ultrapassam os limites do corpo e da mente.
Em conclusão, é necessário que os meios de comunicação, tais como o rádio, a TV e mesmo as mídias sociais ofertem mais espaço de divulgação das paralimpíadas, despertanto o interesse da população na prática de esportes por qualquer pessoa. Tanto o governo, através de subsídios e diminuição da carga tributária sobre os meios de comunicação, como o empresariado, através da compra dos espaços de propaganda, podem auxiliar a alcançar essa finalidade. Ainda, o poder executivo pode inserir, nas temáticas de ensino, a abordagem que mostre à população que as paralimpíadas não são um tipo de terapia, mas sim uma competição séria.