Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 09/12/2025

A violência estrutural no Brasil representa um dos maiores obstáculos para a construção de uma sociedade justa e igualitária. De acordo com o sociólogo Johan Galtung, esse tipo de violência não se manifesta apenas de forma física, mas se expressa em desigualdades que limitam o acesso a direitos básicos. No contexto brasileiro, tal lógica se reforça historicamente, afetando principalmente populações vulneráveis. Assim, entender as raízes desse problema torna-se essencial para seu enfrentamento.

Nesse sentido, a desigualdade socioeconômica é um dos principais pilares que sustentam a violência estrutural. A insuficiência de políticas públicas efetivas e a má distribuição de renda criam ambientes marcados pela exclusão, conforme evidenciado pelo Mapa da Desigualdade do IBGE. Como resultado, milhões de brasileiros enfrentam falta de oportunidades, precariedade habitacional e dificuldade de acesso a serviços essenciais, o que alimenta ciclos de violência e marginalização.

Além disso, a fragilidade das instituições públicas dificulta a superação desse cenário. A lentidão do sistema judiciário, o déficit na segurança pública e práticas discriminatórias enraizadas impedem avanços significativos. A filósofa Djamila Ribeiro destaca que estruturas sociais racistas e elitistas perpetuam desigualdades e dificultam a aplicação justa das leis, restringindo o combate efetivo à violência sistêmica.

Portanto, combater a violência estrutural no Brasil exige políticas públicas que reduzam desigualdades, fortaleçam instituições e promovam educação cidadã. Somente com ações integradas e contínuas será possível romper com ciclos históricos de exclusão e garantir que todos os cidadãos tenham acesso igualitário a direitos e oportunidades.