Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 25/10/2023

No filme “Carandiru“, a narrativa introduz a temática da violência e marginalização dos detentos no presídio Carandiru, que vivem em instalações precárias e são vistos como terríveis perante a sociedade. Contudo, ao se oferecer para trabalhar na prevenção de AIDS no presídio, o médico se depara com situações jamais vistas e percebe que esses prisioneiros são pessoas que buscam viver de forma digna e têm histórias de vida que não podem ser descartas. Embora seja uma obra ficcional, a obra possui verossimilhança notável, uma vez que apresenta um tema de apregoada importância na sociedade brasileira: os desafios para combater a violência estrutural no Brasil. Diante desse cenário, é imperioso ressaltar fatores que contribuem para a problemática, dando destaque à exclusão social e falta de investimento estatal.

Sobretudo, cabe destacar a exclusão social em questão no Brasil. Nesse viés, é pertinente citar o filme “Tropa de Elite“. No enredo, é notória a desigualdade social e o que ela trás para a vida dos marginalizados, fazendo com que a maioria deles não tenha a chance de lutar por uma vida melhor, sendo o único caminho o tráfico de drogas e sua atmosfera violenta. Dessa forma, depreende-se que a exclusão social é promotora da violência estrutural.

Outrossim, é válido explicitar a falta de investimento estatal em diversos segmentos. Nesse sentido, sabe-se que a educação precária, o desemprego e o preconceito são os três pilares de sustentação da violência e marginalização. Consecutivamente, a falta de direcionamento de verbas governamentais para esses três pilares, fomenta os indivíduos a lutarem entre si para garantir o pouco que lhes é oferecido, além de marginalizar os ex-reclusos. Desse modo, a falta de discussão da temática resulta na violência urbana.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar a problemática. Para tanto, urge que a fim de garantir direitos e condições iguais, o Governo, por meio do direcionamento de verbas governamentais, crie órgãos públicos responsáveis pelo investimento em infraestrutura, educação e empregos nas áreas mais violentas do país, como o Norte e Nordeste, de modo a garantir maior igualdade social, além de proporcionar palestras em bairros periféricos acerca dos direitos dos cidadãos