Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 25/10/2023

“Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação.” Nesse trecho da música " Que país é este?", da banda legião urbana, há a denúncia acerca de diversos problemas sociais. Na realidade brasileira, isso pode ser observado na medida em que a negligência governamental e a fragmentação dos laços afetivos prejudicam o combate a violência estrutural no Brasil. Nesse sentido, faz-se imprescindível remediar esse imbróglio em prol da plena harmonia social.

Efetivamente, de acordo com a constituição de 1988, direitos básicos são assegurados à população, por exemplo, dignidade, saúde. Entretanto, isso não ocorre de maneira eficaz a todas as parcelas populacionais, haja vista o fato de ainda existirem desafios para o combate a violência. Essa constatação pode ser feita, visto que há a nítida negligência governamental perante o problema, pois um dos dos maiores desafios é a desigualdade social. Desse modo, as consequências são tráfico, drogas, etc.

Ademais, a fragmentação dos laços afetivos, grande parte da sociedade, é outro desafio que tem impedido o combate a violência. Nesse sentido, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, em sua tese " Modernidade líquida", contemporaneidade é caracterizada pela volatilidade em relação aos direitos e aos deveres constitucionais, bem como é denunciado em " Que país é este" - da banda legião urbana. Isso è pertinente, sobretudo porque vários indivíduos- preocupados, unicamente, em satisfazer desejos laborais e pessoais- ignoram a existência da violência tal situação impede que a violência estrutural deixe de existir.

Portanto, cabe ao governo investir uma maior parte do PIB para o combate a violência estrutural. Isso deve ser feito por meio da disponibilização dessa verba para- e eficazes- projetos de conscientização sobre a violência e também ao que levam essa violência estrutural. Tal ação tem a finalidade de remediar não somente a negligência governamental, mas também a fragmentação dos laços afetivos, o que irá, finalmente, efetivar as permissas constitucionais básicas