Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 31/10/2023

No filme “Cidade de Deus”, um adolescente enfrenta diversos problemas sociais no lugar onde mora, a favela cidade de Deus. Analogamente, no Brasil hodierno, a discrinação contra minorias é presente, assim como no filme. Logo, a negligência por parte do governo e a invisibilidade midiática, fazem com que ocorra esse cenário hostil.

Diante desse contexto, é evidente que a omissão estatal é um obstáculo para a mitigação da violência estrutural. Consoante a Frederic Hegel, “O papel do Estado é.proteger seus filhos”. Nessa perspectiva, o Estado não está cumprindo seu papel quando se trata da discriminação social, Já que há ausência de medidas relativas à violência estrutural por parte do regime político. Nesse viés, os marginalizados pela rejeição social enfrentam desafios como condições de vida precária e indigna. Dessa forma, a negligência estatal perpetua as complicações na vida desses indivíduos.

Ademais, a invisiblidade midiática é considerado outro fator para a discriminação social no país. Conforme Djamila Ribeiro, “É preciso tirar as situações da invisibilidade para que as soluções sejam encontradas”. Sob essa ótica, é perceptível que a manipulação ideológica promovida pelos canais midiáticos leva à privação da sociedade. Dessa maneira, é notório que o escondimento da mídia perdura as ocorrências sórdidas de violência estrutural.

Torna-se evidente, portanto, que é necessário combater a violência estrutural. Desse modo, cabe ao Estado - promotor da harmonia social - conceder o suporte necessário às vítimas de discriminação social, por meio de programas públicos de ajuda, a fim de proporcionar uma vida digna aos marginalizados. Paralelamente, é dever da mídia - instrumento de ampla abrangência - conscientizar a população acerca da violência estrutural por intermédio de programas e séries de TV, com o fito de prover a representatividade devida aos casos de discriminação social. Então, poderiam ser evitados casos como o do filme “Cidade de Deus”.