Desafios para combater a violência estrutural no Brasil
Enviada em 31/10/2023
Na obra “Utopia”, de Thomas more, é retratada uma sociedade perfeita e ausente de desigualdade, problemas econômicos, violência e guerras, fator que é o oposto do Brasil atual, que devido a violência estrutural presente no país, se torna desigual e dubitável, fazendo com que ocorra a violação do direito a segurança de forma igual para toda a população. Por isso, é necessário compreender as causas dessa violência, das quais merecem destaque a desigualdade social e a ineficiência das leis existentes, para assim resolver o problema atual.
Em primeiro lugar, o materialismo histórico-dialético, de Karl Marx, expõe que a sociedade atual possui ligação direta com a sua criação, o que explica que a violência é apenas a manifestação de como foi criada a sociedade brasileira, que era pautada em desigualdade e exploração racial com o objetivo de um desolvolvimento acelerado. Além disso, mesmo após a criação de leis que assegurem a igualdade, é notório o preconceito enraizado nos diversos âmbitos sociais. Então, ocorre a exigência de resolução do quadro atual, que além de importância nacional, se trata de reparação histórica.
Ademais, a negligência governamental demonstra desinteresse do estado político de inverter a situação presente no país, que por conflito de interesses, opta apenas por reprimir e corromper o indivíduo, o que acaba inevitavelmente causando insatisfação e violência, o que afirma a citação de Afrânio Peixoto, “a injustiça é a mãe da violência”. Diante disso, o tema se assemelha ao filme “cidade de Deus”, em que, os personagens desde pequenos crescem indignados com o governo e acabam praticando atos de agressão, tráfico e até assassinato.
Portanto, é de extrema importância a resolução da problemática exposta, para que a população brasileira deixe de ser assolada pelo tema exposto. Por isso, cabe ao governo federal, por meio do ministério dos direitos humanos e cidadania, investir em projetos sociais para conscientizar a população sobre a violência estrutural e a sua influência na qualidade de vida, além da criação de novas leis com a finalidade de assegurar o cumprimento dos direitos a cidadania, evitando que o sujeito cresça indignado com a sociedade, aproximando então o Brasil da obra de Thomas More.