Desafios para combater a violência estrutural no Brasil
Enviada em 29/10/2023
Consoante aos juízos do filósofo holandês Espinosa, ser livre significa agir de acordo com a sua própria liberdade e, concomitantemente, está associada a noção de responsabilidade, já que o ato de ser liberto implica assumir suas próprias ações. Não obstante, quando se observa os desafios para combater a violência estrutural no Brasil, nota-se a negligência social proveniente dessa liberdade. Logo, a problemática persiste interligada à dificuldade legislativa em assegurar as leis e à falta de conscientização da população.
Em primeiro plano, é preciso destacar o descaso governamental para o agravamento do problema. Conforme o filósofo Hegel estabelece, o Estado é um pai e tem o dever de proteger os seus filhos. Contudo, no Brasil, a realidade é contrária, visto que as leis que propõem a proteção e a vida plena dos indivíduos não é cumprida, fragilizando assim a constituição de 1988 e aumentando a violência estrutural. Sob esse víeis, é inaceitável o descaso estatal, uma vez que isso acaba prejudicando cada vez mais as pessoas que são vítimas desse problema, como mulheres, pessoas negras, analfabetos, deficientes e diversos outros.
Ademais, desde o período da colonização, a população brasileira foi instruída a aceitar o que lhes era imposto pelo colonizador. Entretanto, décadas após esse período, a população continua deixando de procurar entender mais sobre assuntos importantes como a necessidade de combater os desafios estruturais impostos ao longo dos anos por meio da conscientização dos deveres e valores de cada pessoa que constitui a sociedade. Diante desse cenário, faz-se necessária a criação de medidas que solucionem o impasse.
Portanto, o governo, como órgão garantidor dos direitos dos indivíduos, deve, por meio do dinheiro de impostos, organizar um projeto em concordância com o Sistema legislativo que promova a importância das leis que visam garantir a equidade de direitos entre todos os cidadãos, tornando a efetivação delas uma realidade vigente. Além disso, é necessário que esse projeto divulgue a necessidade da população de entender mais sobre o assunto e seus direitos civis. Dessa maneira, os desafios para combater a violência estrutural no Brasil chegarão ao fim, e o ser humano usufruirá de sua liberdade para realizar o bem comum.