Desafios para combater a violência estrutural no Brasil
Enviada em 30/10/2023
No filme ‘‘Escritores da Liberdade’’, a professora consegue mudar o cenário de violência em sala de aula ao usar a literatura para promover o respeito entre os alunos. No entanto, fora da ficção os desafios para combater a violência estrutural no Brasil ainda estão longe de serem contornados. Portanto, faz-se profícuo observar a negligência governamental e a mídia como pilares fundamentais da problemática.
Sob esse prisma, torna-se imperioso compreender de que forma a inércia estatal atua como fomentadora no ciclo da violência. Sobre isso, segundo o pedagogo brasileiro Paulo Freire, embora a educação sozinha não possa mudar o mundo, tampouco sem ela a sociedade muda. Nessa perspectiva, a educação brasileira não recebe um investimento proporcional a sua magnitude, haja vista seu papel fundamental na formação do corpo social, nesse viés, evidencia-se, uma alocação de recursos falha, dado que não contempla as necessidades públicas. Por consequência, a evasão escolar aumenta, uma vez que, jovens sem perspectiva de vida, encontram na violência seu único meio de autoafirmação, afinal não aprenderam outra forma de comunicação.
Ademais, convém mencionar o papel dos meios de comunicação social na manutenção da brutalidade contemporânea, dado que possuem grande poder persuasivo. A esse respeito, conforme o conceito de ‘‘Banalidade do mal’’, criado pela filósofa Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, os indivíduos passam a vê-la como normal. Nesse contexto, os veículos de informação, muitas vezes, não possuem a sensibilidade necessária para cobrir certos acontecimentos, de forma a gerar um sentimento de conformismo na população, posto que a violência se torna algo trivial. Destarte, a hostilidade é influenciada, visto que não é repreendida, mas sim transformada em um espetáculo midiático.
Infere-se, portanto, medidas a fim de mitigar o revés supracitado. Para isso, cabe ao Governo Federal - responsável pelo bem do povo - investir mais na educação por meio de uma maior disponibilidade de verbas, com o fito de melhorar a qualidade de ensino, e por fim, diminuir a evasão escolar. Assim, professores do Brasil inteiro teriam o suporte necessário para reverter este cenário.