Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 05/11/2023

De acordo com a mitologia grega, Pandora foi uma mulher que transportava uma caixa que guardava os piores males, a qual abriu por indisciplina, liberando todo o mal ao mundo. Nesse contexto, o mito interage com a contemporaneidade brasileira, à medida que é notório o mal dos altos índices de violência estrutural na sociedade. Diante disso, pode-se apontar a negligência estatal e a injustiça social como contribuintes.

Primeiramente, o descaso do Governo corrobora a essa problemática. Segundo o filósofo polonês Zygmunt Bauman, em sua tese sobre " Instituição Zumbi", algumas instituições sociais, incluindo o Estado, não cumprem mais o papel que lhes foram atribuídas originalmente. Sob esse viés, o pensamento do intelectual faz-se presente, haja vista o descumprimento de políticas públicas previstas na constituição federal, como o direito a segurança.

Ademais, é explícita a desigualdade. Conforme o sociólogo brasileiro Jessé Souza, a desigualdade e implementada a partir da concentração do capital nas mãos de uma pequena minoria, ocasionando o esquecimento das classes mais pobres. Nessa perspectiva, ao não proporcionar segurança igualmente a todos os estados brasileiros, torna parte da população desigual, de modo que os estados mais prejudicados são o norte e nordeste do país.

Portanto, infere-se a necessidade de combater esses obstáculos. Logo, cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, criar um projeto inovador de leis e implementa-las por meio das câmaras municipais de vereadores, juntamente a campanhas de conscientização acerca do combate a violência, com a finalidade de extinguir esse empecilho. Dessa forma, espera-se construir uma sociedade igualitária e justa.