Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 23/01/2024

A série “Olhos que condenam”, produzida pelo streming Netflix, retrata um grupo de adolescentes acusados injustamente de um crime apenas pela cor de suas peles. Fora da ficção, casos como esse são frequentes no país, em virtude da sua violência estrutural. Logo, tal problemática ocorre devido ao passado colonial do Brasil, e, também, pelo desprezo vedado de alguns grupos sociais.

Nessa perspectiva, é válido refletir sobre as relaçoes sociais brasileiras no século XVI. Assim, é fato que indivíduos minoritários - como negro e pobres - eram marginalizados pelo grupo social “branco”, ou seja, detentor de riquezas, por se acharem superiores. Posto isso, a mentalidade da sociedade estagnou nos pensamentos coloniais, o que ainda deixa tais minorias às margens da população - muitas vezes tendo que recorrer ao crime para a sobrevivência -, de acordo com as reflexões deixadas pelos antepassados.

Outrossim, é necessário mencionar o pensamento do sociólogo Pierre Bordieu. De acordo com ele, há uma violência “invisível” presente na sociedade, dotada de meios simbólicos para a dominação dos grupos segregados. Sendo assim, práticas como a falta de educação e emprego de qualidade para as pessoas que pertencem às minorias, configura a violência estrutural, a qual deve ser combatida para a convivência em harmonia da coletividade.

Torna-se imperativ, portanto, medidas que visem o fim de tal problemática. Por isso, é dever do Ministério da Cidadania - órgão responsável pela garantia dos direitos dos cidadãos - promover o encerramento de pensamentos e práticas arcaicas e ofensivas por meio da inclusão de aulas nas escolas sobre as menoridades, para que assim, os brasileiros possam se respeitar e acabar com a desumanidade estrutural. Somente assim, o Brasil será um país igualitário e sem casos que se associem à série mencionada.