Desafios para combater a violência estrutural no Brasil
Enviada em 14/03/2024
“Ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação.” Na música “Que país é esse?”, da banda Legião Urbana, há uma denúncia acerca de diversos problemas sociais. Na realidade brasileira, isso pode ser observado na medida a naturalização da maldade e a ausência de ensino por parte do ciclo familiar perpetuam os desafios para combater a violência estratural no Brasil.
Em primeiro plano, conforme o conceito de “Banalidade do Mal”, trazido pela filósofa Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Desse Modo, isso evidencia à irracionalidade em relação ao desenvolvimento da cultura de violência, configurando a trivalização da maldade que, para Arendt, ocorre quando há falta de reflexão sobre os males ao redor dos indivíduos. Nesse viés, percebe-se que a população normalizou atos violentos como solução para diversas situações, como por exemplo, uma briga no trânsito. Como consequência, tem-se o aumento quantitativo em casos de agressão no Brasil.
Em segundo plano, a carência de ensinamentos no âmbito familiar favorece a perpetuação da situação problema. Segundo o sociólogo Émille Durkheim, a família é a base para a formação do indivíduo no meio social, pois os costumes e ensinamentos serão dados por meio esse ciclo. Nesse sentido, observa-se que a ausência do grupo familiar proporciona a falta de uma educação positiva, além de muitas das vezes os atos de violência ocorrerem ao redor da criança e do adolescente. Dessa forma, muitos indivíduos se apegam ao unico exemplo exposto, e tem, infelizmente essa realidade perpertuada e transmitada em ações ao longo da vida.
Urge, portanto, medidas que atenuem a problemática em questão. Com isso, a Mídia - como responsável em estimular o senso critíco e informativo - deve ofertar um maior debate sobre o tema, isso pode ser feito por meio de comerciais que pontuem e destaquem o quão prejudical é a violência para a sociedade e a necessidade de combate-lá, além de pontuar e reforçar a importância de um ambiente saúdavel para o desenvolvimento infantojuvenil, a fim de garantir a difusão de conhecimento acerca do tema e romper com os desafios impostos.