Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 16/05/2024

O livro “O cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o desafio para combater a violência estrutural no Brasil, afeta a sociedade como um todo e traz graves consequências econômicas, a exemplo dos problemas abordados por Dimenstein. Assim, seja pela estagnação social, seja pelo aspecto sociocultural, o problema permanece afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

A princípio, nesse contexto, é necessário salientar que o silenciamento social é causa evidente dessa problemática. A respeito disso, a cronista brasileira Martha Medeiros teceu uma crítica social em uma de suas obras, quando afirmou que “silenciamos aquilo que não queremos que venha à tona”. Sobre essa lógica, a partir da crítica, pode-se inferir em relação ao desafio para combater a violência estrutural que o poder público não dá a devida atenção ao problema para que não seja preciso lidar com os pormenores desse entrave, haja vista que tenha profundas desigualdades sociais. Sendo assim, sem o papel educacional do Estado, a sociedade não tem conhecimento sobre o assunto, ficando impedida de desempenhar um papel atuante e auxiliar o poder público na busca por soluções.

Ademais, cabe salientar que a influência dos aspectos socioculturais reforça de forma intensiva o entrave. Nessa lógica, pode-se citar o sociólogo Francês, Émile Durkheim que afirma que o homem, mais do que um formador da sociedade, é um produto dela. De fato, a ação do indivíduo referente a dificuldade de combater a violência estrutural resulta de um pensamento coletivo errôneo, visto que dificulta o desenvolvimento. Assim, urge que a base sociocultural seja revista para que o comportamento do indivíduo contemporâneo mude.

É urgente, portanto, uma intervenção pontual. Dessa maneira, é dever da mídia - grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião - discutir sobre a questão da desigualdade, por meio de documentários e reportagens do tema em programas como o Globo Repórter. . Essa ação será realizada com o intuito de desconstruir os preconceitos e de possibilitar a discussão de assuntos silenciados socialmente.