Desafios para combater a violência estrutural no Brasil
Enviada em 31/05/2024
O Papa João Paulo II, ex-líder da Igreja Católica, afirmou que “a violência destrói o que ela pretende defender”. Nesse contexto, pode-se afirmar que os desafios pa-ra combater a violência estrutural no Brasil são um problema presente na socieda-de sociedade contemporânea. Logo, a maldade humana e as raízes históricas pos-suem íntima relação com essa questão.
Percebe-se, a princípio, que essa crueldade possui relação com o exposto. Nessa ótica, de acordo com a filósofa alemã Hannah Arendt, que desenvolveu o conceito de Banalidade do Mal, as atitudes cruéis fazem parte do cotidiano e tor-nam as relações sociais cada vez mais caóticas. Nesse viés, grande parcela desses indivíduos manifesta na prática a cultura de hostilidade descrita por Arendt, o que se mostra um grave empecilho e motiva os casos de violência em suas faces mais perversas. Assim, exemplos de maldade humana incluem a violência doméstica, o racismo institucionalizado, a exploração do trabalho infantil e o tráfico de pessoas, que são expressões da brutalidade presente na sociedade e refletem a banalização do mal.
Outrossim, os antecedentes históricos são cruciais para entender os desafios no combate à violência estrutural no país, um exemplo é a escravidão, que durou sé-culos. Durante esse período, milhões de africanos foram escravizados, deixando uma marca profunda na estrutura social e econômica. Diante disso, esse ato contri-buiu contribuiu para a persistência de desigualdades raciais até hoje mesmo após a abolição formal em 1888. Então, é importante reconhecer e confrontar essa explo-ração desumana pois é essencial para construir uma sociedade mais justa e iguali-tária, onde todos tenham oportunidades iguais e se sintam seguros e protegidos.
Portanto, o Ministério da Segurança Pública, órgão responsável por garantir os direitos de proteção à população brasileira, deve melhorar as medidas protetoras para as vítimas, por meio de leis mais rígidas para proteger quem sofre e punir quem pratica esses atos de crueldade, a fim de melhorar a vivência das pessoas dentro de suas residências. Somente assim, a fala do Papa não precisará mais ser levada em consideração na nação verde-amarela.