Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 08/06/2024

O escritor brasileiro Ariano Suassuna afirmou que é difícil alcançar a justiça em um país que divide o Brasil em duas nações distintas: uma para os privilegiados e outra para os despossuídos. Nesse contexto, o Brasil enfrenta desafios no combate à violência estrutural, devido à persistente divisão social e econômica na sociedade, o que leva o país a normalizar tais disparidades. Dessa forma, a desigualdade estrutural e a negligência governamental impulsionam a violência sistemática.

De início, é evidente que a descrepância está ligada a uma problema estrutural. Nesse sentido, ela perpetua a marginalização de comunidades pobres, refletindo-se em educação de baixa qualidade, acesso insuficiente a serviços de saúde, moradias precárias e preconceito. Nessa lógica, o filme “Cidade de Deus” retrata a vida na favela de mesmo nome no Rio de Janeiro e ilustra como a violência e a falta de oportunidades impactam a vida dos moradores. Fora da ficção, o território brasileiro enfrenta desigualdades, como evidenciado na obra o que impacta diretamente o meiosicial, assim para combater esse problema, é necessário um esforço conjunto que envolva não apenas o governo, mas também a sociedade.

Ademais, outro ponto relevante nessa temática é a negligência governamental. Nessa perspectiva, o estado falha em cumprir seu papel como agente, uma vez que a falta de acesso à educação de qualidade é um grande obstáculo para enfrentar a violência estrutural. Sob essa ótica, o filósofo inglês John Locke afirma que os indivíduos cedem sua confiança ao estado, que, em contrapartida, deve garantir os direitos básicos. Entretanto, não é o que acontece na realidade, visto que essa omissão diminui oportunidades de emprego e desenvolvimento para a população o que perpetua os ciclos de pobreza e coerção.

Infere-se, portanto, que o imbróglio abordado necessita ser solucionado. Para isso, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família -órgão responsável por investir de forma igualitária para o povo brasileiro- deve expandir programas como bolsa e auxílios, que proporcionam uma rede de segurança para os mais carentes, por meio de alocações orçamentárias, com o fito de diminuir a de diminuir a desigualdade estrutural. Além disso, o Ministério da educação deve investir em educação de qualidade, como forma de minimizar a omissão.