Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 27/07/2024

Para Pierre Bourdieu, a violência sutil existe como espectro dos desníveis sociais, além de ser oriunda da inresponsabilidade do Estado, porque não protege corretamente, sendo assim, o Estado é autor e resolutor da violência. Visto isso, o Estado é capaz de converter a violência estrutural em paz basilar e permanente. Por conseguinte, enquanto a agressividade continua, o país cai no Índice de Desenvolvimento Humano.

Sob essa ótica, o Estado é regulador da ordem e, por isso, pode-se exigir deste, as soluções para o problema da atroz estável na história e no tempo da pátria, ao passo que transforma selvageria em tranquilidade. Nesse viés, se o Estado curar a mazela social da desigualdade econômica que gera a fome, analfabetismo e quase toda vulnerabilidade coletiva, assertará na reestruturação da harmonia no Brasil. Vale lembrar que segundo Mahatma Gandhi, “a ira controlada é capaz de mover o mundo”, mas o país ainda é, de acordo com a BBC, o terceiro mais ansioso - irado - do mundo, justamente em função da desigualdade e violência, isto é, se o Estado solucionar o desnível socioeconômico, iniciará movimento de ascensão de classes.

Desse modo, o Estado consegue inverter o caos pelo advento de igualdade.

Por conseguinte, o Índice de Desenvolvimento Humano checa as condições de saúde, educação e renda da população e, o Brasil está entre os avaliados, sendo assim, é preciso atenção do Governo nos aspectos de violência para evitar queda no IDH. Outrossim, a crueldade é tão má que a ONU - Organização das Nações Unidas - criou o IDH para termômetro, iclusive, da ferocidade nacional. Entretanto, apesar de o Brasil ter assento na ONU, não se alinhou ao direito humano de segurança, observando-se que a matéria do “O Globo” afirma que o país caiu da posição 87 para 84 no ranking do IDH. Dito isso, não apenas a desigualdade já atacada acima, mas também a insegurânça pública é retrocesso humanitário.

Logo, depreende-se que o Brasil sofre de uma agressividade estamental oriunda da desigualdade socioeconômica que distancia o Brasil do topo no IDH. Destarte, o Senado, este que é o feitor das leis, deve açodar iminente criação da lei “Brasil Unido”, através de parceria com a Câmara, a fim de atender Pierre Bourdieu.