Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 22/07/2024

O livro “Utopia”, do humanista Thomas More, descreve uma nação isenta de conflitos sociais e políticos. Nessa visão o Brasil está distante desta realidade, tendo em vista os desafios para combater a violência estrutural. Nesse âmbito, é lícito destacar com empecilhos para resolução do problema o descaso governamental e a falta de empatia na sociedade.

Em primeiro plano, é fundamental ressaltar a negligência estatal como obstáculo no combate a violência estrutural. Diante disso, cabe citar o artigo “Violence, Peace and Peace Research”, o qual afirma que a violência estrutural resulta do poder negativo das instituições sociais. Nesse caso, isso é perceptível pois, ao invés de aplicar medidas para o longo termo, os políticos fazem apenas promessas com discursos sobre amor e educação para propaganda e não fazem nada a respeito. Nessa óptica, as instituições sociais perdem credibilidade e a violência persiste, criando ainda mais desafios para o problema.

Em segundo plano, é crucial salientar a apatia social como desafio para o combate a violência estrutural no Brasil. Dessa forma, é válido relembrar da máxima da filósofa Hannah Arendt da “Banalidade do mal”, na qual afirma que ao ignorá-lo, este se fortalece. Nesse cenário, percebe-se que parte do povo desconhece as sequelas da violência, pois vivem em uma bolha e, portanto, não enxergam o sofrimento alheio. Sob esse prisma, isso compreende-se como um desafio porque a nação deve se manter informada porque a mudança vem dela.

Destarte, medidas são necessárias para combater a violência estrutural no Brasil. Dessa maneira, o Estado, responsável pelo gerenciamento da nação, deve realizar conscientizar a população e cumprir com as promessas e funções dos órgãos públicos. Isso deve ser feito por meio de campanhas informativas e oferecendo oportunidades de emprego e ensino de qualidade. Assim o Brasil estará mais próximo do país descrito em “Utopia”.