Desafios para combater a violência estrutural no Brasil
Enviada em 04/08/2024
Atualmente a sociedade brasileira se vê em um cenário de extrema violência no país, onde não se tem segurança em lugar nenhum. O principal fator para o cenário atual é um Estado ineficiente em evitar tais ações, sendo na maioria das vezes vetor essencial para tal ato.
Segundo o pensador Francis Olliver o comportamento humano é repetitivo, onde se reproduz o que já acontece. Esse pensamento se correlaciona com a atual conjuntura, o Estado reprime as camadas mais baixas da sociedade de forma agressiva, como acontece em muitas comunidades por todo o território brasileiro, onde muitas vezes moradores são hostilizados sem motivo, o que faz com que tal comportamento brutal seja repetido em diversos âmbitos da vida do cidadão, que primeiro foi violentado pelos poderes governamentais, os mesmos que devias protegê-lo.
Essa violência Estatal, não se resume apenas a agressões físicas por parte da polícia, mas também em políticas de exclusão e preservamento das desigualdades sociais, resultando assim em um ciclo de violência, onde o Estado agride a sociedade que por sua vez, fere a si mesma, resultando em altos índices de violência, amostra disso é que em 2023 o Brasil registrou mais de 40 mil mortes violentas, segundo o portal G1.
Em suma, os desafios para combater a violência estrutural no Brasil são complexos e multifacetados, exigindo uma abordagem holística que vá além das medidas punitivas. A análise revela que o Estado não só tem falhado em garantir a segurança e o bem-estar de todos os cidadãos, mas, em muitos casos, tem perpetuado e institucionalizado formas de violência, principalmente contra as populações mais vulneráveis. Para superar esses desafios, é imprescindível uma reformulação profunda das estruturas de poder e a implementação de políticas inclusivas e redistributivas que promovam a justiça social e a equidade. Somente assim será possível construir uma sociedade mais justa e segura, onde todos os indivíduos possam viver livres da opressão e da violência estrutural.