Desafios para combater a violência estrutural no Brasil
Enviada em 06/08/2024
A Democracia Moderna possibilitou o surgimento de novas políticas publícas, dentre elas destaca-se o modelo criado por Otto Von Bismark, “Welfare State”, também conhecido como Estado de bêm-estar social, isto é, aquele que assegura direitos essênciais à todos. Todavia, ao analisar a persistência da violência estrutural no Brasil, nota-se que o Governo nacional não segue o sistema proposto por completo. Nesse viés, para haver uma diminuição dos índices dessa problemáticas, faz-se necessário a superação de desafios enraizados no passado histórico-social e da neglegência estatal.
De início, cabe ressaltar como as herançashistóricas contribuiram para a formação de uma sociedade violenta. Sob esse viés, de acordo com sociólogo Boaventura de Souza Santos, existe no Brasil um “Colonialismo Insidioso”, ou seja, a perpetuação de estruturas coloniais de dominação intrísecas na sociedade. Prova disso foi a evolução de um sistema de domínio fundado no uso da força e castigos, desde a colonização com a escravidão, na Republica Velha com o Coronelismo e atualmente com a violência generalizada nos mais diversos meios políticos, a exemplo a polícia e congresso corrupto. Dessa maneira é notório que a violência já está estruturalizada há séculos, sendo que para superá-la, deve-se acabar com seu ciclo histórico.
Ademais, a inôperância do Estado diante dessa situação colabora para a manutenção desse problema, impedindo uma melhora no quadro. A esse respeito, a obra “Cidadão de Papel”, do jornalista Gilberto Dimentein, evidencia que a cidadania brasileira, embora garantida pela legislação, não é de acesso universal na prática. Desse modo, verificando-se os dados sobre mortes violêntas no Brasil, concentradas especialmente no Norte e Nordeste, conclui-se que os direitos à vida e segurança - garantidos pela Constituição Federal - não estão sendo efetivados. Logo, é evidente a falta de ações do governo visando seguir a Carta Magna, o que só será superado quando esta for posta em primeiro plano e as medidas do executivo forem revistas.
(Não faço proposta de intervenção na plataforma, pois nunca cabe)