Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 12/09/2024

Apesar de não ser uma marca da sociedade contemporânea, mas que acompanha o ser humano desde o início da humanidade a cada tempo a violência torna-se mais visível em formas e situações particulares, violência estrutural não é um processo ativo apesar de revelar a ausência de proteção e garantia de direitos e necessidades: influi também no surgimento de atos de violência direta, como parte do empobrecimento coletivo devida à impossibilidade de manutenção da própria vida dos indivíduos/cidadãos, porque a violência mostra-se tantas vezes oculta, no preconceito que segrega, na miséria que aparta, na polícia que prende, tortura e mata.

Ainda há, decisões políticas desfavoráveis ao cenário apresentado “as medidas de austeridade” que dizem respeito à supressão do déficit orçamentário ou, o déficit fiscal, esses são: os cortes de gastos e o arrecadamento de impostos, como consequência do congelamento do teto de gastos. Nessa linha, é imprescindível destacar que a violência surge também da desigualdade social, quanto mais baixo o preço do trabalho, maior é a dificuldade de manutenção básica de vida.

Nesse sentido, o filósofo esloveno Slavoj Zizek afirma que os políticos e liberais modernos priorizam interesses mercadológicos e menosprezam atitudes que beneficiem a coletividade. Dessa maneira, verifica-se uma imprudência estatal que, por sua vez, despreza a importância do acesso básico ao não investir na qualidade de vida dos indivíduos, o que impede que a entrada de grupos no mercado de trabalho seja saudável, pois estão sendo desvalorizados continuamente de geração a geração.

Portanto, um problema presente na sociedade que impacta negativamente as oportunidades de uma classe em detrimento a outras, exige do governo medidas econômicas que afastem o impacto da medida de “austeridade” à sociedade, cabe ao governo federal a realização de fiscalizações legislativas e por meio de inspeções verificar a real necessidade de corte de gastos, com isso, atitudes que visem ampliar a qualidade do IDH, mostram-se necessárias, a fim de garantir a não redução por déficit-fiscal do valor disponibilizado ao investimento de acesso básico, às esferas coletivas, em medidas de “ajuste gradual” fixadas a longo-prazo.