Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 23/09/2024

Em 2007, o ator Wagner Moura interpretou o “Capitão Nascimento” no filme “Tropa de Elite”. Nesse sentido, o longa, que inicialmente era pra ser uma crítica à violência policial no Brasil, passou a ser aclamado justamente pela forma que os agentes da lei tratavam os bandidos, com cenas de extorsão até tortura. Dessa maneira, Wagner afirmou que é clara a violência estrutural no Brasil e ela necessita ser combatida. Portanto, o sensacionalismo e a falta de uma educação sobre o assunto são problemas em torno do tema.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a credibilidade é o fator principal de qualquer notícia. Todavia, os meios de comunicação estão mais interessados em como a informação é passada no Brasil. Nesse contexto, é visto que jornalistas sem formação acadêmica fazem ou fizeram sucesso distorcendo verdades e ajudando a construir uma violência estrutural no país como: Alborghetti, Sikêira Júnior, Ratinho e Marcelo Rezende. Dessa forma, por passarem informações de maneira sensacionlista e tendensiosa, conquistam público e influenciam no dia a dia do brasileiro. Em suma, tal realidade deve ser mudada.

Além disso, é importante destacar o papel da educação na resolução dessa problemática. Dessa maneira, por meio do ensino é possível construir uma sociedade próspera. Sendo assim, o filósofo John Locke afirmava que, no nascimento, a mente humana é como uma folha em branco e uma boa educação estimula o pensamento racional e os seus talentos individuais. Destarte, sem a falta de um ensino sobre os males da violência na sociedade, como ela feta desde os mais jovens até os idosos, o resultado é uma violência estrutural e uma sociedade que a glorifique cada vez mais. Então, essa realidade deve ser mudada.

Logo, os desafios para combater a violência estrutural no Brasil não devem ser negligenciados. Para isso, urge que o governo federal, no papel do Ministério da Educação, por meio de verbas públicas, implante nas escolas e universidades matérias que debatam sobre a violência estrutural no Brasil e seus males na sociedade, para que assim ocorra uma revolução no cenário e, por conseguinte, uma conscientização por parte da população. Com isso, não ocorreria mais a idolatria à violência como em “Tropa de Elite”.