Desafios para combater a violência estrutural no Brasil
Enviada em 04/10/2024
A Constituição de 1988 assegura direitos fundamentais aos seus cidadãos. No entanto, ao observar a violência estrutural no Brasil, verifica-se que o direito à se-
gurança não é tido em sua plenitude na prática. Dessa forma, a fim de entender-mos a problemática, vale dissertar sobre as causas principais: o fator social e a ineficiência do governo.
De acordo com o Sociólogo Durkheim, o indivíduo é fruto do seu meio, sendo moldado por fatores coercitivos, exteriores e generalizados - Fato Social. De manei-
ra análoga, devido a precaridade da assistência pública aos bairros marginalizados, a criminalidade tende a dominar essas regiões, chamando a atenção dos jovens que não recebem incentivos do governo, vendo no crime um caminho rápido para suas ascensões sociais. Dessa forma, as pessoas são moldadas pela violência que domina essas áreas sem investimentos do estado, irradiando, posteriormente, para os centros urbanos e áreas rurais como ressonâncias da violência estrutural.
Ademais, nota-se o governo como agente propiciador da situação. Segundo o grego Aristóteles, em seus estudos sobre ética e política, é dever do estado propor-cionar o equilíbrio no tecido social. Entretando, a conjuntura nacional diverge das ideias do filósofo, uma vez que o Estado parece não se importar em combater a violência estrutural, deixando de investir em infraestrutura e segurança nas áreas necessárias. Dessa maneira, o crime tende a dominar as localidades mais afastadas dos grandes centros ou tangentes à bairros nobres, utilizando-se das brachas governamentais. Sendo assim, a inefetividade em promover a segurança e cumprimento das leis, fomentam o sentimendo de impunidade nos criminosos, combustível para a continuidade do imbróglio.
Portanto, urge que o Ministério das Comunicações, por intermédio da copar-ticipação de programas midiáticos, deve discutir e elucidar o assunto, com o objeti-
vo de mostrar as principais sequelas do problema e, de forma detalhada, esse órgão deve convidar sociólogos com especialidade em violência estrutural e suas causas para apresentar uma visão crítica e orientar os espectadores a respeito do impasse discutido.