Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 27/10/2024

Na obra “A Paz Perpétua”, o filósofo prussiano Immanuel Kant discute as medidas a serem adotadas visando à propagação da paz na sociedade. Em contraste com o pensamento do filósofo está a presença de um fenômeno estrutural de violência no Brasil, cuja resolução vai de encontro à presença de uma série de desafios. Nesse âmbito, vale ressaltar o silenciamento social perante o assunto e a ineficiência das políticas de segurança pública como desafios a serem transpostos.

Em primeiro plano, cabe ressaltar o desafio posto pelo silenciamento social ao combate à violência estrutural no Brasil. Assim, pode-se citar o pensamento do ativista americano Martin Luther King, segundo o qual “Quem não protesta contra o mal, coopera com ele”. A frase de King manifesta-se na sociedade brasileira através da apatia de seus integrantes perante a violência estrutural que assola a nação, perante a qual os cidadãos assumem uma postura de silenciamento, considerando a presença da violência como algo corriqueiro e parte integrante do dia a dia no país.

Ademais, há, também, o desafio posto pela ineficiência das políticas públicas adotadas. No que tange a isso, vale trazer à tona a obra “Cidadãos de Papel”, do autor Gilberto Dimenstein, que defende a concepção de que as obrigações do Estado, como a provisão de segurança, não se materializa de forma efetiva. Essa conjuntura proposta pelo autor configura-se na realidade através da ineficiência dos órgãos de segurança em combater efetivamente a violência estrutural no país, o que pode ser exemplificado pelo crescimento de crimes desde de menor gravidade até os mais graves na figura de organizações criminosas por todo território nacional.

Em conclusão, a existência de desafios para combater a violência estrutural no Brasil enseja a adoção de ações resolutivas. No que tange a possíveis medidas, pode-se salientar o fortalecimento das forças de segurança nos âmbitos municipal, estadual e federal, pelo Estado brasileiro, financiado pelo uso de recursos captados através da tributação, e, também, do exercício de medidas de conscientização que engajem a população no combate a essa conjuntura. Dessa forma, promover-se-ia uma cultura de ordem e harmonia social no país.