Desafios para combater a violência estrutural no Brasil

Enviada em 03/04/2025

Karl Marx, pensador alemão, acredita que os indivíduos devem ser analisados de acordo com o contexto de suas situações sociais, já que produzem suas existências em grupo. Nessa lógica, torna-se pontual compreender os desafios para combater a violência estrutural no Brasil. A partir disso, faz-se relevante entender que a omissão estatal e o silenciamento da questão requerem um quadro a ser revertido.

Diante desse panorama, é importante mencionar a inoperância do Poder Público. Isso porque, segundo o filósofo John Locke, é dever do Estado garantir o deleite da coletividade. As autoridades, todavia, vão de encontro com a ideia de Locke, uma vez que possuem um papel inerte em relação à desigualdade social, bem como a ausência de mitigação para o combate ao retrocesso dos direitos sociais, o que gera, em grande escala, a ausência de apoio no desemprego, saúde e educação. Desse modo, é inadmissível que em uma sociedade democrática, os governantes tratem a violência estrutural de forma precarizada.

Ademais, é importante ressaltar o silenciamento da problemática. Sob esse viés, Djamila Ribeiro - socióloga brasileira - defende que é crucial retirar um problema da invisibilidade para que ele seja resolvido. Com isso, o quadro nacional destoa da visão da pensadora, já que há uma escassez de debates nas escolas quanto à importância de compreender que o papel da sociedade é essencial, para o combate à opressão estrutural , o que colabora, na maioria das vezes, para a vulnerabilidade ao sofrimento, contribuindo para o agravamento de casos de violência. Dessa forma, é inaceitável que o tema não seja amplamente discutido, dificultando, ainda mais, a resolução do problema.

Portanto, é necessária uma intervenção pontual. Para isso, o Governo Federal deve, por meio de investimentos governamentais, em parceria com o setor midiático, veicular, em TV aberta e em horário nobre, a importância da valorização dos direitos sociais e o papel da sociedade. Tal medida, tem como objetivo tirar o Estado de sua postura omissa, bem como ampliar discussões sobre o papel da família contra à homofobia, a fim de que haja mobilização social para a construção de políticas públicas. Somente assim, a coletividade, irá coexistir de maneira integral.