Desafios para combater a violência estrutural no Brasil
Enviada em 21/05/2025
O sistema escravocrata brasileiro iniciado em 1530 estabeleceu um regime opressor contra negros e indígenas. Acerca disso, a hostilidade tem origem histórica na sociedade brasileira. Diante disso, o racismo estrutural e a desigualdade socioeconômica desafiam o combate à violência esquematizada no Brasil.
Nesse sentido, o preconceito racial estruturalmente concretizado reforça a violência na comunidade brasileira. Em vista disso, a música “This is America” de childish gambino denúncia a repressão da sociedade estadunidense contra os afro-americanos. Similarmente, os afrobrasileiros são vítimas de mazelas sociais resultantes do racismo que reforçam as desigualdades étnicas e econômicas. Em vista disso, o trato brasileiro direcionado aos negros fomenta o ódio, discriminação e injustiça, sendo assim, uma fonte de violência nacional.
Ademais, a inequidade financeira fortalece um sistema opressor. Sob esse viés, a revolta da vacina de 1904 combateu as ações truculentas do governo contra a população menos favorecida durante campanhas de vacinação. Mediante esse contexto, a administração estatal do Brasil apresenta-se de maneira hostil com os seus cidadãos menos afortunados. Sob essa perspectiva, o sistema brasileiro condiciona certos grupos à situação de inferioridade, baseando-se em sua condição econômica.
Portanto, para solucionar os desafios que impedem o enfrentamento à violência estrutural no Brasil, o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Justiça devem promover campanhas educativas a favor do antirracismo, afinal somente não praticar o preconceito racial não é suficiente para combatê-lo. Além disso, o Ministério do Trabalho e Emprego em conjunto com o MEC necessitam promover a qualificação profissional e a eliminação da aporofobia, através de cursos profissionalizantes e palestras educativas ligadas à importância da alteridade nas relações sociais. Dessa forma, o racismo estrutural e a desigualdade socioeconômica não serão empecilhos para apaziguar a nação.