Desafios para combater o tráfico ilícito de bens culturais brasileiros

Enviada em 27/05/2024

Gil Vicente tece uma feroz crítica ao comportamento problemático da humanidade em “O Auto da Barca do Inferno”. É possível visualizar a perspectiva vicentina nos desafios para combater o tráfico ilícito de bens brasileiros, que segundo à ministra da Cultura Margareth Menezes esse tipo de tráfico é um dos que mais movimenta dinheiro no mundo. Dessa forma, a problemática persiste não só à ineficiência governamental, mas também ao silencimento.

Nesse contexto, em primeiro plano, é preciso atentar para à ineficiênncia governamental presente na questão. Para Thomas Hobbe, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto aos caminhos para combater o desafio do tráfico ilícito de bens culturais do nosso país, visto que o Brasil ocupa o 26ª lugar na lista de países com maior número de objetos culturais roubados e tem uma taxa de recuperação extremamente baixa. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da prostração em que se encontra.

Em paralelo, o silenciamento é um entrave no que tange ao problema. A Teoria da Ação Comunicativa de Habermas, defende que a linguagem é uma forma de ação. Entretanto, há uma lacuna dessa ação quanto ao tráfico ilícito de bens culturais da nossa Nassão, dado que o tráfico ilícito de bens culturais é um prejuízo imenso para o Brasil porque mexe com o testemunho do processo civilizatório

do nosso povo. Assim, sem ação comunicativa, a problemática segue enraízada no nosso país e criando cada vez mais força.

Portanto, é urgente intervir nessa questão. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda específica para a resolutiva do tema, por meio da organização de fundos e de projetos, a fim de reverter a inércia estatal que afeta à história e a memória de um país, já que se tratam de obras únicas e insubstituíveis. Por conseguinte, o Brasil estará agindo ativamente para reparar a ineficiência governamental e o silenciamento. Dessa forma, a sociedade retratada por Gil Vicente poderá permanecer apenas na ficção.