Desafios para combater o tráfico ilícito de bens culturais brasileiros
Enviada em 02/06/2024
Na obra “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o protagonista é caracterizado como um nacionalista que tem uma postura firme no que tange à valorização de seu país. Paralelamente, a sociedade brasileira distoa completamente de Policarpo, denotando uma falta de identidade cultural, advinda da banalização do pátrimonio histórico brasileiro. Destarte, é necessário combater as origens do revés antes de mitigá-lo.
De inicio, faz-se imperativo obervar a esfera individual do homem contemporâneo. De maneira direta, as redes sociais ditam o padrão daquilo que consumimos no tocante a entretenimento, imputando filmes, séries e livros de outros países, o que gera uma profunda identificação com a cultura de outros territórios, de modo que é impedida a consolidação de uma identidade verdadeiramente local. Dito isso, as pessoas aderem a expressões culturais que não as pertence, como apontam os dados da Agência Nacional de Cinema, que mostrou que 87,9% dos jovens optam por produções norte-americanas ao invés de brasileiras.
Além disso, outro revés que instiga preocupação é a banalização de bens culturais brasileiros. Acerca disso, a proposta modernista brasileira, no século XX, tinha como plano uma renovação cultural que visava a incrementação de expressões verdadeiramente locais. Contudo, apesar dos notavéis esforços dos autores da época, existe, na hodiernidade, uma deturpação dos bens culturais brasileiros, que são furtados, roubados e vendidos, o que por conseguinte gera a destruição da significância da cultura brasiliana.
Portanto, é essencial que órgãos governamentais mitiguem os problemas aqui citados. Para isso, o Ministério da Educação - responsável por garantir a grade curricular nas escolas - evidencie as problemáticas que a violação de bens culturais representa no escopo social através de matérias das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, a fim de gerar um olhar agudo na população para tais problemáticas. Ademais, é indeclinável que o Poder Legislativo crie leis para punir que faz e fomenta o tráfico ilicito de bens culturais brasileiros. Tais medidas, além de gerar profundas mudanças na percepção das pessoas no que toca a cultura, remediarão problemas incrustados na conjuntura brasileira presente.