Desafios para combater o tráfico ilícito de bens culturais brasileiros
Enviada em 08/06/2024
Descaso governamental e ritmo de vida acelerado. Esses exemplos ilustram os motivos pelos quais há um nitído descuido em relação ao combate do trafico ilicíto de bens culturais brasileiros. Logo, é imprescindível a retificação dessas mazelas para a concretude da plena harmonia social.
É válido destacar, a princípio, que o descaso governamental apresenta um grande obstáculo que impede o efetivo combate de tráfico ilicíto de bens culturais do Brasil. Nesse contexto, de acordo com o jornalista Gilberto Dimestein, em seu livro “Cidadão de papel”, o Brasil é marcado pela não aplicação prática dos mecanismos legais, como a Constituição de 1988, e pela cidadania apenas no campo teórico. Dito isso, pode-se afirmar que os bens culturais da nação não têm a devida importância e isso vai de encontro ao cenário posturado pelo jornalista. Essa situação ocorre de tal forma que o governo não destina verbas de forma efetiva para o policiamento de locais onde estão reservado os bens culturais da nação, como sítios arqueológicos, abrindo espaço para que sejam furtados e contrabandeados. Assim, toda a história e memória do patrimônio cultural brasileiro será esquecida, negligenciada e ocultada.
Somada a isso, conforme descrito pela jornalista Eliane Brum, no texto “Exaustos, correndo e dopados”, a sociedade encontra-se em um momento no qual precisa produzir o tempo todo: “24 horas por dia; 7 dias por semana”. Por conta disso, verifica-se que muitas pessoas por estarem nesse ritmo de vida acelerado, não dão importância para a preservação dos bens culturais do Brasil, já que alegam falta de tempo para praticar a denúncia do contrabando de posses culturais, visto que muitas das vezes esses indivíduos podem ter informações que ajudará nas investigações policíais, mas não o fazem, alegando falta de tempo.
Portanto, cabe ao Governo destinar verbas para maiores tecnologias ao policiamento de locais onde estão reservados os bens culturais brasileiros. Essa ação se dará por meio de melhores equipamentos cibernéticos aos policíais, como robôs vigilantes e outros meios de tecnologia avançada. Com isso, a população passará a notar que o tráfico de bens culturais é um assunto sério e passará a contribuir com a prática da denúncia, contrapondo o elucidado na Constituição.