Desafios para combater o tráfico ilícito de bens culturais brasileiros

Enviada em 12/08/2024

De acordo com uma pesquisa realizada pela Interpol, o Brasil está entre os 30 países que mais sofrem com objetos culturais roubados. Com isso, fica claro que o país enfrenta vários desafios para combater o tráfico ilegal de bens históricos, uma vez que esse crime vem aumentando com o passar do tempo. Logo, é necessário enfrentar esses entraves, tais como a negligência estatal e a falta de conhecimento da sociedade brasileira sobre o assunto.

Diante dessa lógica, a princípio, nota-se que o governo brasileiro não conseguiu adotar medidas eficazes para freiar o tráfico ilícito de bens culturais, uma vez que o número de obras roubadas aumenta cada vez mais. Nesse prisma, o sociólogo Zyg-gmunt Bauman explica que quando uma instituição não consegue exercer a função pela qual foi criada, ela entra em um estado de “zumbi”. Sob esse prisma, fica claro que o governo do Brasil pouco se importa com o comércio ilegal de bens culturais, visto que quase não aborda essa questão perante a sociedade brasileira. Com a fal-ta de ações contra esse crime, os bandidos tendem à efetuar roubos mais ganan-ciosos, pois quase não encontram nenhuma dificuldade.

Ademais, a falta de conhecimento de grande parte da sociedade brasileira sobre o tráfico ilícito de bens culturais contribui para o aumento da ocorrência desse cri-me, uma vez que por não conhecerem acerca desse tema, as pessoas não se sensi-bilizam com os roubos recorrentes destes itens. Nessa perspectiva, a bibliotecária Daniela Eugênia afirma que quando a sociedade tem consciência da relevância das peças extraviadas, ela se mobiliza, ajudando a coibir furtos e colaborando com a devolução de bens pilhados. Assim, a falta de conhecimento sobre a herança cultu-ral contribui para o aumento de roubos, furtos e o tráfico do acervo brasileiro.

Portanto, com a intenção de ultrapassar os desafios para combater o tráfico ilegal de bens culturais brasileiros, o Ministério da Cultura, deve acabar com a falta de dominío das pessoas sobre o comércio ilegal do acervo cultural. Por meio de pales-tras, com a participação de historiadores, geográfos e professores de literatura. de-bates interdisciplinares nas escolas, campanhas onlines sobre os bens culturais. Logo, essas ações têm como finalidade garantir que as pessoas ajudem na luta contra o tráfico ilícito das heranças da cultura brasileira.