Desafios para combater o tráfico ilícito de bens culturais brasileiros
Enviada em 16/10/2024
Na obra “Ensaio sobre a cegueira”, o escritor português, José Saramago, descreve um ambiente caótico, no qual as pessoas vão, gradualmente, ficando cegas, não só fisicamente, mas também moralmente. Fora dessa alegoria, ao observar o comércio ilegal de patrimônios culturais, como um fato atual, nota-se que o Brasil assemelha-se à realidade vivida na literatura de Saramago, visto que, além do povo brasileiro estar inserido em um cenário de caos, ele adota uma conduta passiva frente ao problema, já que não o reconhece. Diante de vários fatores relacionados à problemática, cita-se a educação lacunar e o desprovimento de transparência da mídia como impulsionadores do impasse.
É lícito postular, a princípio, que as cruéis lacunas no sistema de ensino nacional são uma das causas dos impedimentos para combater o tráfego irregular de artefatos patrimoniais. Entretanto, apesar das normas sociais, infelizmente, o Ministério da Educação faz questão de não dar ênfase em debates sobre o infortúnio. Nesse contexto, destaca-se o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, que, de acordo com a CNN Brasil, cortou 332 milhões de reais destinados à educação em 2023, impossibilitando o país tropical de ter o conhecimento de tal empecilho. Logo, a causa da adversidade advém de falhas do poder educacional.
Além disso, vale ressaltar que a falta de propagandas e visibilidade prejudica a disseminação de informações acerca das dificuldades do combate à circulação ilícita de riquezas históricas. Nessa análise, o professor Afonso Albuquerque afirma que a mídia brasileira é considerada o quarto poder e deve ser vista de forma conceitual, pois exerce influências significativas na sociedade. Portanto, as mídias sociais devem usar seu poder informativo para lutar contra essa pauta social.
Diante de todos os fatores supracitados, a questão deverá ser resolvida, aplicando medidas. Para isso, o Ministério da Educação implementará debates nas escolas sobre o assunto. Ademais, o Ministério da Comunicação -órgão responsável pelas telecomunicações- engajará propagandas, via televisões e redes sociais, com o fito de anular o obstáculo. Com isso, o Brasil se tornará um país que garante uma ampla defesa à cultura.