Desafios para garantir a permanência de lactantes no mercado de trabalho
Enviada em 14/04/2025
A mão de obra feminina foi de suma importância para o desenvolvimento da sociedade capitalista, principalmente, a partir da Primeira Revolução Industrial. Porém, esse público sofria com o preconceito e com a remuneração desigual em relação aos homens. Infelizmente, essa realidade ainda é patente apesar da conquista de vários direitos. Um exemplo dessa situação é a existência de desafios para garantir a permanência de lactantes no mercado de trabalho, como: a falta de flexiblidade das empresas e a ausência de apoio social.
Diante desse cenário, a pouca maleabilidade das empresas para construir salas para o aleitamento e disponibilizar horários adequados para as lactantes contribui com o aumento da taxa de afastamento dessas mulheres do trabalho. Nesse sentido, nota-se um descaso com esse público que sofre com o preconceito e a invisibilidade a séculos. Segundo Simone de Beavoir, em seu livro “A Velhice”, as minorias sociais são invizibilizadas em virtude de sua cor, gênero e função social. Logo, essa realidade prejudica toda sociedade, pois com o aumento do desligamento das mulheres em vários setores empresarias pode ocorrer a diminuição do desenvolvimento tecnológico e científico.
Ademais, a ausência de apoio social das empresas e do governo, contribui para o desmame precoce dos lactentes, diminuindo o vínculo entre mãe e filho e prejudicando o desenvolvimento da imunidade do bebê. Nessa dinâmica, muitas mães, por questões financeiras, precisam trabalhar e ficam longe dos filhos. Essa realidade pode ser vista no filme brasileiro " Que horas ela volta", em que a mulher deixa sua cidade e família para trabalhar. Assim, entende-se que a falta de empatia dos empregadores em criar espaços para o aleitamento e medidas para impedir o afastamento das lactentes do mercado de trabalho, prejudicam as relações familiares.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde criar campanhas que estimulem empresas a criarem ambientes acolhedores para mulheres que amamentam e criar horários adequados para que elas possam realizar essa ação. Isso deve ocorrer por meio de palestras e propagandas nas redes sociais e televisão. Desse modo, as lactentes permaneceram trabalhando e a saúde dos bebês não será afetada.