Desafios para garantir a permanência de lactantes no mercado de trabalho
Enviada em 06/04/2025
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a amamentação é recomendada até os dois anos de idade. Entretanto, muitas lactantes encontram dificuldades em conciliar emprego e amamentação, gerando o abandono do mercado de trabalho ou o desmame precoce. Dessa forma, faz-se necessário averiguar os fatores que favorecem esse quadro.
Nesse viés, a Constituição Federal garante o direito ao aleitamento materno. Porém, muitas mulheres enfrentam inúmeros desafios para garantir a amamentação de seus bebes, como a falta de uma rede de apoio e a distancia entre o local de trabalho e o lugar onde a recém-nascido reside. Logo, todos esses fatores levam a lactante a abandonar o mercado de trabalho, impactando a carreira profissional e a renda familiar. À luz dessa perspectiva, é fundamental que o Estado brasileiro crie ferramentas para reverter essa situação.
Além disso, conforme o sociólogo Gilberto Freyre: “O ornamento da vida está na forma como um país trata de suas crianças”. Toda via, o desmame precoce traz profundos malefícios para o bebe, como problemas no desenvolvimento cerebral, aparecimento precoce de diabetes e obesidade. Ademais, o desmame precoce é ocasionado, principalmente quando a lactante necessita permanecer no emprego e a empresa não oferta boas condições para a amamentação. Portanto, é necessária que às empresas criem condições básicas para permitir a amamentação.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Logo, o Ministério do Trabalho, deve exigir por meio de leis, que às empresas tenham espaços voltados para a amamentação e criar dispositivos que deem maior flexibilidade de jornada de trabalho à lactante, permitindo assim, a permanência da mulher no mercado de trabalho. Além disso, o Ministério da saúde deve promover palestras sobre a importância da amamentação. Desse modo, o Brasil superaria a problemática em questão e estaria em sintonia com a Organização Mundial da Saúde.