Desafios para garantir a permanência de lactantes no mercado de trabalho
Enviada em 08/04/2025
Os desafios da amamentação estão cada vez maiores, tendo em vista o curto tempo que as mães tem para o aleitamento e aos cuidados gerais que um bebê demanda devido à rotina de trabalho. Acarretando assim problemas no desenvolvimento da criança e uma separação abrupta da mãe com o bebê.
Na tentativa de suprir essa ausência muitas mães recorrem a sua rede de apoio, especialmente os avós, que auxiliam nos cuidados básicos desse bebê. No entanto, mesmo com esse apoio, o aleitamento materno é comprometido , impactando negativamente no desenvolvimento da criança. Essa interrupção pode aumentar o risco de doenças crônicas, dificultar a cognição e a interação social na vida adulta . Além disso, a amamentação interrompida pode trazer sérias consequências para a mãe, como mastite, alterações hormonais e sintomas depressivos.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aleitamento materno exclusivo deve ser mantido por no mínimos seis meses. No entanto, a realidade de muitas mulheres é diferente, já que a legislação brasileira garante no geral, apenas três meses de licença maternidade, podendo variar esse período conforme as políticas de cada empresa. A maiorias das instituições são inflexíveis e desconsideram a importância do aleitamento materno, tanto para a saúde da criança e para o bem estar da mãe, resultando em uma interrupção precoce da amamentação, quebra do vínculo fundamental entre mãe e filho nos primeiros meses de vida e problemas no desenvolvimento da criança.
Em síntese, embora exista a legislação que resguarde o direito da licença maternidade, o tempo previsto não é o suficiente para os cuidados do prole. Deste modo cabe as empresas promoverem iniciativas de flexibilização e compreensão para que as mães possam garantir o aleitamento materno exclusivo até os seis meses, o vínculo entre os dois e um futuro saudável para a criança. Amamentar é um direito de toda criança e um investimento para o seu futuro.