Desafios para garantir a permanência de lactantes no mercado de trabalho
Enviada em 14/04/2025
Durante a primeira revolução industrial, as condições para gestantes nas indústrias eram precárias, inibidas de prosseguir com a amamentação para manter-se no emprego, prejudicando a saúde do recém-nascido. Entretanto, com a evolução dos direitos conquistados pelas mulheres, foi possível observar melhoras nas condições das lactantes. Por outro lado, ainda se observa o regresso na legislação e resistência da oposição, além da discriminação com a maternidade no ambiente profissional. Desta forma, a população atual condiciona a mãe à escolha entre o filho e o trabalho, contribuindo para existência da desigualdade de gênero.
Em primeira análise, é importante ressaltar a presença da resistência de grupos opositores, aqueles que não se beneficiariam economicamente com os direitos das lactantes, influenciando decisões legislativas. Diante deste cenário, conforme notícia do G1 de 2019, ministro do STF suspendeu norma que permite trabalho de grávidas e lactantes em atividade insalubre, portanto, após um longo período de espera, os trabalhadores metalúrgicos foram finalmente ouvidos. Assim sendo, é evidente a insistência de grupos não beneficiados em achar brechas para negar os direitos dessa parcela populacional, que é tão difícil conquistar os direitos.
Outrossim, vale salientar que um dos maiores obstáculos vivenciados pelas mães trabalhadoras é o preconceito no ambiente de trabalho, que pode acarretar isolamento social, diferença de tratamento e danos psicológicos na vítima. Sob essa ótica, o filme" Um senhor estagiário" de 2015 ilustra de maneira significativa a realidade das mães que trabalham fora. Na qual a atriz Anne Hathaway sofre julgamentos e comentários ardilosos tanto no trabalho, quanto em casa ou na escola da filha por não ser o tipo de mãe que a sociedade espera que ela seja.
Diante do exposto, é urgente a implementação de medidas públicas que alterem o precário cenário atual das lactantes no Brasil. Posto isto, cabe ao Ministério das Mulheres, em conjunto com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a criação e atualização de leis protetivas ao direito das mulheres, assegurando que retrocessos não sejam legitimados. Paralelamente, o Ministério, em parceria com movimentos sociais e ONGs, deve investir em campanhas de conscientização que incentivem o respeito à igualdade de gênero no ambiente profissional.