Desafios para garantir a saúde mental de idosos brasileiros

Enviada em 15/02/2024

O aumento da expectativa de vida e a inversão da pirâmide etária são realidades inegáveis no Brasil. Com base nessa premissa, é necessário discutir sobre os desafios enfrentados pela população idosa, especialmente no âmbito da saúde mental, cujas raízes residem nas questões econômicas e na adoção de um estilo de vida saudável.

A senescência é um período marcado por mudanças fisiológicas e sociais significativas que acabam por reduzir a produtividade do indivíduo. Consequentemente, muitos idosos, incapazes de continuarem trabalhando, dependem exclusivamente da previdência social, na maioria das vezes insuficiente, para sustentar a si e a suas famílias. Tal condição de insegurança gera uma sensação de inutilidade no longevo e o predispõe ao desenvolvimento de desordens psíquicas como o transtorno da ansiedade e a depressão. Ainda, vale salientar que a depressão já é uma situação prevalente e alarmante nesse público, visto que, segundo levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ela se faz presente em 13% da população senescente brasileira.

Somado a isso, outro fator a ser considerado consiste na adoção de hábitos de vida saudáveis, sobretudo no quesito alimentação. Como afirmou o médico grego Hipócrates “que o teu alimento seja o teu medicamento”, muitas doenças psíquicas podem ser evitadas ou atenuadas através de uma nutrição adequada. Isso ocorre porque uma dieta equilibrada, rica em fibras e fitoquímicos, é o principal fator que contribui para a manutenção da saúde intestinal do idoso e consequente produção adequada de serotonina, hormônio da felicidade e do bem-estar.

Dessa forma, com a finalidade de promover a saúde mental na terceira idade, é dever do Poder Legislativo a realização de reformas na legislação previdenciária que busquem pagar o justo e reduzir as dificuldades econômicas dos idosos em sua fase menos produtiva. Além disso, o Ministério da Saúde deve investir em políticas públicas baseadas na inserção de profissionais essenciais, como nutricionistas e preparadores físicos, na equipe básica da atenção primária à saúde, o que contribuirá para a prevenção de desordens mentais associadas ao estilo de vida e fomentará o envelhecimento com qualidade de vida.