Desafios para garantir a saúde mental de idosos brasileiros

Enviada em 14/02/2024

Em um episódio da “Família Dinossauro”, série infantil, Dino, sob os direitos do universo dessa ficcção, poderia lançar a sogra de um penhasco, devido à idade de-la. Saindo do imaginário, no Brasil, também há grande desrespeito aos idosos. Lo-go, urge analisar esse mal para, assim, garantir a sanidade mental desse grupo.

Nesse sentido, o sistema econômico vigente - capitalismo - é um potencializador da individualização dos cidadãos ante a coletividade. Tal premissa, é sustentada com o conceito da “mais-valia” (de Karl Marx - especialista do capitalismo), sendo este a diferença entre o valor de algum produto/serviço menos o custo total, ou se-ja, o lucro. Destarte, visando a concentração de capital, os idosos são percebidos como custos desnecessários, devido a uma maior dependência de investimento em adequação arquitetônica, material e humana. Enfim, gastos de readequação são e-vitados para auferir riqueza financeira, mas suprimem a saúde da terceira idade.

Ademais, a desigualdade social gera um contexto de “guerra fria” na nação, o que resulta em um ataque à sanidade dos mais velhos. Sobre isso, o Brasil está en-tre os 15 países mais desiguais do mundo - segundo o Coeficiente de Gini -, o que significa a existência de um conflito social que (sob à luz do Leviatã de Thomas Ho-bbes) é solucionável em um Estado atuante. Porém, em razão da inoperância go-vernamental, os grupos sociais mais vulneráveis, como a terceira idade, ficam à mercê das decisões egoístas da elite econômica para suprirem necessidades bási-cas e, consequentemente, há uma deterioração física e mental.

Em suma, percebe-se o contexto inescrupuloso ao bem-estar mental dos ido-sos. Portanto, o Ministério da Economia e o Ministério do Desenvolvimento (MDS), responsáveis pela economia e combate à fome, devem disponibilizar pensão vitalí-cia suficiente para suprir as necessidades primárias - em referência à Pirâmide de Maslow - dos idosos. Essa intervenção, custeada por meio das verbas ministeriais, mitigará os males da “mais-valia” e da desigualdade social, a fim de ser possível a-tingir o respeito e a plena qualidade de vida dos membros mais antigos da nossa civilização.