Desafios para garantir a saúde mental de idosos brasileiros

Enviada em 09/05/2024

Certamente, cuidar da saúde mental é um hábito que deve acompanhar todas as fases da vida. Porém, numa sociedade como a brasileira, em que historicamente valoriza-se a força física e juventude, a perda dessa é concomitante a perda de função social. Nesse sentido, emerge uma complexa problemática, em virtude tanto do etarismo, quanto da falta de informação sobre os direitos do idoso.

Por consequência do declínio populacional e envelhecimento da população, observa-se a maior marca de idosos no país. Devido a isso, é urgente discutir as condições em que vivem. No entanto, para o economista Murray Ruthbard, uma parcela significativa dos representantes governamentais, ao se orientar por um viés individualista e visar um retorno imediato de capital político, negligencia prerrogativas indispensáveis ao cidadão, como o direito à saúde, garantido pelo artigo 6º da Constituição Federal. Assim, as mudanças devem atravessar a esfera cultural, promovendo a empatia e valorização desse grupo.

A fim de explicar o estigma, Erving Goffman, sociólogo, define-o como a situação do indivíduo que está inabilitado para aceitação social plena. Da mesma forma, em “Abaporu”, a desproporcionalidade do corpo do personagem cujos membros inferiores são maiores do que a cabeça, evidenciam o trabalho braçal em detrimento do mental. Analogamente, a perda da função social com a idade, ao passo que ocorrem mudanças físicas, mentais e psicológicas, geram vulnerabilidade para doenças do corpo e da mente. Por conseguinte, é de extrema importância uma vida saudável, ativa e autonôma para as pessoas idosas.

Em conclusão, é crucial que o Ministério dos Direitos Humanos garantam o cumprimento dos direitos listados no Estatuto do Idoso, a partir de incentivos financeiros e publicidade, de tal forma que certifique uma qualidade de vida digna para uma grande parcela de brasileiros, uma vez que esses tem direito à saúde de qualidade e não podem ser vítimas de negligência.