Desafios para garantir a saúde mental de idosos brasileiros
Enviada em 23/02/2024
Em 1948, a Organização das Nações Unidas promulgou uma das leis mais relevantes da história recente: a Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo conteúdo garante a segurança, a dignidade humana a todos. Todavia, a invisibilidade social a saúde mental dos idosos se mostra grave problema e impedem que as pessoas acometidas por essa enfermidade vivenciem o direito assegurado pela ONU. Assim, há de se combater a importância da empatia e o desrespeito para com o idoso, bem como a omissão do Estado na sociedade.
Diante desse cenário, Jean-Paul Sartre afirma, em sua obra “o ser e o Nada”, que existe o conceito conhecido como “Acomodação Social”, segundo o qual há alguns temas sociais banidos da discursão coletiva. Sob a lógica de Sartre, a discursão acerca dos cuidados com os idosos, embora seja relevante para os pacientes, não recebe a devida importância. Tal negligência prejudica as pessoas de maior idade, haja vista o abandono dos parentes, e amigos carretando o isolamento social, indisposição para atividades de rotina. Assim, é incoerente que o Brasil ainda conviva com o arcaico dilema do silenciamento social.
Nesse sentido, Norberto Bobbio – expoente filosofo italiano – afirma que as autoridades devem não apenas garantir os direitos básicos a exemplo da saúde, que a população usufrua na prática. Sob essa lógica, a partir do raciocínio de Bobbio o Estado precisa não apenas criar políticas públicas, que assegurem os desafios da ausência da família, mas vivenciem os cuidados e solidariedade em seu cotidiano. Tal carência estatal fica evidente pela falta de debate público sobre o apoio emocional, para lidar com ausência do familiar. Assim, enquanto a displicência estatal se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver a invisibilidade: fragilidade da dignidade humana
É urgente, portanto, que o Ministério da Saúde e as escolas – responsáveis pela transformação social – contribuam para desenvolver a empatia do indivíduo em relação aos direitos e deveres nas instituições e nos lares, por meio de projetos sociais, como ações comunitárias. Essa iniciativa terá finalidade de mobilizar o Estado a melhorar visibilidade das pessoas com mais idade e de garantir que o conceito defendido pela ONU seja, em breve, a realidade no Brasil