Desafios para garantir a saúde mental de idosos brasileiros

Enviada em 01/04/2024

No filme “Up! Altas Aventuras”, a narrativa gira em torno de um idoso que, após o falecimento da esposa, teve sua saúde mental muito debilitada. Ao longo do filme, torna-se claro que o principal motivo para sua tristeza era a falta de companhia, resultado de seu isolamento. Dentre outros vários motivos, a negligência é a causa de problemas psicológicos na geração mais velha no mundo inteiro, e o debate é desviado para a inversão da pirâmide etária ou reforma tributária. Especificamente, quando se trata do Brasil, há grande descaso referente à saúde mental dos idosos, enxergando-a como menos importante do que os fatores econômicos, por exemplo.

Haja vista que, com o decorrer do envelhecimento há necessidade de uma atenção exponencialmente progressiva, a terceira idade deve receber cuidados maiores do que as outras. Infelizmente, os adultos não costumam ter a percepção de que seus progenitores estão sofrendo alterações que precisam de auxílio, principalmente psicologicamente. Portanto, não são feitas mudanças para a ajuda aos idosos, já que suas demandas não são reconhecidas pelos outros, sejam pessoas próximas ou distantes. Em resposta a isso, torna-se primordial discutir as alterações corporais sofridas pelos mais velhos.

Todavia, muitas das vezes em que o assunto do envelhecimento da população é mencionado, grande parte dos ouvintes atenta-se apenas ao fator econômico. Inegavelmente, é importante discutir sobre o impacto da diminuição da População Econômicamente Ativa no setor financeiro do país. Entretanto, o foco de todos os debates não deve ser apenas esse, pois desconsidera o idoso como uma pessoa, mais do que apenas um número para ser analisado. Dessa forma, a sociedade precisa tratar a terceira idade como humanos e não como um fardo.

Dessa forma, é necessária conscientização acerca da saúde mental dos idosos, para que sejam reconhecidos pelo resto da população. Com o propósito de atingir a todos os públicos, o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Comunicação, deve investir em explicar as necessidades dos mais velhos, por meio de campanhas publicitárias. Prioritariamente, essas campanhas devem mostrar o lado humano e pessoal, para defender o idoso como pessoa por completo.