Desafios para garantir a saúde mental de idosos brasileiros

Enviada em 02/04/2024

A Constituição Federal de 1988 define a vida como direito fundamental do indivíduo e preceitua a saúde como garantia a todos e dever do Estado. Entretanto, torna-se notório o distanciamento deste preceito no tocante aos desafios para garantir a saúde mental dos idosos, problemática ainda muito presente no Brasil. Tal panorama lamentável ocorre não só devido a indiligência governamental quanto a inclusão social e ampliação da qualidade de vida da população idosa, mas também em razão da crescente discriminação etária presente na sociedade atual.

Nesse viés, é primordial destacar que, apesar da indubitável fundamentalidade de ações governamentais para promoção da saúde e do bem-estar dos idosos, o governo federal pouco contribui para a inclusão destes no cenário hodierno. Sendo assim, é necessário ressaltar que a falta de investimento em mercados de trabalho para idosos, haja vista o aumento da proporção desta faixa etária nos últimos anos, e a escassez de projetos voltados para o lazer da população longeva provocam dificuldades para a ampliação da saúde mental da terceira idade. Dessarte torna-se notório a inter-relação entre indiligência e manutenção do bem-estar psíquico.

Ademais, é imprescindível evidenciar que a vigente discriminação etária presente na sociedade contribui alarmantemente para a atenuação desta problemática. Por conseguinte, é nítido que tal conjuntura acontece em favor da manutenção de concepções arcaicas que preceituam o idoso como indivíduo

inapto e sem valor social, provocando uma sensação de impotência na terceira idade. Dessa forma, torna-se indubitável a indispensabilidade de formas de combate à problemática.

Infere-se, portanto, a necessidade da criação de medidas que venham para superar os desafios para garantir a saúde mental dos idosos no Brasil. Isto posto, cabe ao governo federal, por meio da geração de mais empregos inclusivos em relação às necessidade e possibilidades da população idosa, a inserção da terceira idade na sociedade, a fim de que a coletividade seja mais homogênea e menos segregadora etária e para que os idosos sintam-se cada vez mais acolhidos e valorizados socialmente, diminuindo, assim a incidência de problemas psicológicos.

Em vista disso, tal questão deixará de ser um problema para a saúde no Brasil.