Desafios para garantir a saúde mental de idosos brasileiros

Enviada em 28/06/2024

O Brasil, de acordo com o IBGE, está passando por um envelhecimento populacional, mudança que indica avanços tecnológicos na medicina e melhor expectativa de vida, em contraponto, a terceira idade é a mais vulnerável a doenças mentais ligadas com as funções cognitivas e depressão. Tais patologias podem ser ocasionadas, por exemplo, pelos sentimentos de perda e finitude que a vivência acaba por trazer juntamente com o fator das limitações físicas.

Dentre os motores dos distúrbios se destacam o isolamento e solidão que a perda de ante-queridos e afastamento da família acarretam, além do desgastamento e limitações orgânicas que infringem nos mecanismos cerebrais -segundo a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa - além do sentimento de inutilidade que as incapacidades trazem perante uma sociedade que preza a produtividade, fazendo com que essa população envelhecida se sinta excluída, além do sentimento de finitude da vida que se aproxima com a maior idade, por exemplo no filme “O pior vizinho do mundo” em que o protagonista idoso Otto, acaba por tentar suicídio de variadas formas ao longo do filme por conta do luto pela morte de sua esposa um cenário não distante da realidade de muitos da terceira idade

Para a compreensão dos fatores que instigam transtornos mentais na terceira idade é necessário observar e analisar os fatores que, em oposição, contribuem para uma saúde mental. No documentário “Como viver até os 100” (2023), o escritor Dan Buettner analisa comunidades centenárias e assim por meio de pesquisas encontra certos padrões de hábitos dentre essas comunidades, por exemplo a atividade física, boa alimentação -que implicam tanto nos mecanismos físicos quanto mentais- e o pertencimento à um grupo social, que afasta o sentimento de solidão e desgaste motivadores da maioria dos distúrbios mentais.

Diante das problemáticas é viável medidas dos governos responsáveis por cada estado em promoverem atividades gratuitas e acessíveis para os idosos com finalidade de incluí-los num círculo social e estimular a cognição e uma rotina ativa por meio de atividades físicas e artísticas além da assistência do Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social e do Ministério dos direitos humanos e da cidadania.