Desafios para garantir a saúde mental de idosos brasileiros
Enviada em 24/06/2024
A Constituição Federal de 1988 garante a todo indivíduo o direito à saúde. Contudo, no Brasil hodierno, esse postulado é deturpado, haja vista os desafios para garantir a saúde mental dos idosos brasileiros. Por certo, isso ocorre por duas causas principais: a falta de conscientização da população idosa acerca de como evitar, ou lidar com, transtornos mentais, e a negligência governamental.
Em primeiro âmbito, vale pontuar, como uma das principais dificuldades associadas à não garantia à saúde mental dos longevos, a insipiência desses sobre como evitar, ou tratar, doenças mentais. Nesse contexto, o filósofo grego Aristóteles afirma que a velhice não deve ser interpretada como doença, uma vez que não é contrária à natureza. Dessa forma, faz-se necessário combater a ideia de causalidade entre ser idoso e apresentar um distúrbio psíquico, bem como oferecer o devido suporte aos vetustos.
Outrossim, salienta-se que a indiferença governamental possui íntima relação com o revés. Nessa perspectiva, de acordo com o filósofo John Locke, é dever do Estado zelar pelos direitos da população, sobretudo o direito à vida. Entretanto, segundo dados do DataSUS de 2019, pessoas com idade entre 60 e 69 anos apresentam taxa de suicídio de 8,9 por 100 mil habitantes, fato que evidencia um descaso estatal, contrastando com a ideia de Locke. Por isso, a conduta governamental precisa ser reformulada de modo a garantir os direitos dos idosos.
Portanto, urge que o Governo, em parceria com o Ministério da Saúde, invista em políticas públicas de saúde mental para os idosos brasileiros. Isso pode ser feito por meio da ação de palestras de conscientização destinadas à terceira idade, bem como da implementação de postos em zonas urbanas e periféricas que oferecem suporte aos idosos que apresentam disfunções psíquicas. Desse modo, o que promete a Constituição será realidade no Brasil.