Desafios para garantir a saúde mental de idosos brasileiros

Enviada em 27/09/2024

Em 2020, o ator Anthony Hopkins, conhecido por “O Silêncio dos Inocentes”, venceu o oscar de melhor atuação pelo filme “The Father”. Nesse sentido, Hopkins afirmou que se sente lúcido e muito bem quando atua. Dessa forma, cresceu uma discussão sobre a saúde mental do idoso, afinal, indivíduos como o ator são vistos como exceção, principalmente no Brasil. Portanto, a carência de projetos que prestam serviços de assistência para essa faixa etária e a falta de um ensino de assistência a idosos são problemas em torno do tema.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que essa faixa etária necessita de cuidados especiais. Destarte, é necessário afirmar que a maoria depende do Estado para seus cuidados. Segundo o Elsi- Brasil, 75,3% dos idosos brasileiros dependem exclusivamente dos serviços prestados no Sistema Único de Saúde. Desse modo, são vistas poucas ações do Estado brasileiro para assistir essas pessoas, logo, essa população deveria ter mais assistências e projetos exclusivos, caso contrário ficarão ao descaso público. Realidade que não deve ser tolerada.

Além disso, é importante destacar que a educação é o caminho para combater diversas problemáticas sociais. Nesse contexto. por meio dela é possível comstruir uma sociedade próspera. Partindo dessse ponto de vista, o filósofo John Locke afirmava que, no nascimento, a mente humana é como uma folha em branco e uma boa educação estimula o pensamento racional e os seus talentos individuais. Sendo assim, com a carência de um ensino de como tratar os idosos e cuidar da sua saúde mental, o resultado é um destrato dessa população, muitas vezes a deixando a margem da sociedade. Então, é inadmissível tal realidade em um país que busca desenvolvimento.

Logo, os desafios para garantir a saúde mental de idosos brasileiros devem ser combatidos. Para isso, urge que o governo federal, no papel do Ministério da Educação, por meio de verbas públicas, implante, nas escolas e universidades, matérias que debatam a forma correta de tratar a população idosa e, em especial, da sua saúde mental, para que ocorra uma revolução nesse cenário por meio da educação e essa faixa etária não seja posta a margem da sociedade. Com isso, pessoas como Hopkins não seriam vistas como exceção.