Desafios para garantir a saúde mental de idosos brasileiros
Enviada em 26/10/2024
Zygmunt Bauman em muitos dos seus textos, avalia como a repetição de padrões socias pode levar à estagnação. Sendo assim, no Brasil, é visível essa repetição na intensa negligência com a saúde mental dos idosos, que vitimiza membros da terceira idade diariamente. Nesse cenário, evidencia-se a formação de um sério problema, resultado da indiferença social e da falta de ação por parte do governo.
Em primeiro lugar, há a passividade da população. Com isso, na obra “Ensaio sobre a lucidez” José Saramago retrata a indiferença generalizada da sociedade frente aos problemas. Tal postura é verificada na falta de saúde mental nos idosos, uma vez que a intensa quantidade de pessoas na terceira idade com problemas psicológicos não causa comoção entre os brasileiros, o que o fortalece o senso comum de que pessoas nessa faixa etária não podem ter distúrbios mentais. Por consequência, isso leva familiares à negligênciarem o cuidado com a saúde mental de seus parentes idosos.
Além disso, a omissão do poder público é preocupante. Sendo assim, Thomas Hobbes, em “Leviatã”, argumenta que é papel do Estado prover saúde aos cidadãos em todos os sentidos. Porém a máquina pública tem se mostrado negligênte quanto à saúde mental dos idosos, visto que há uma falta de investimento, por parte das Secretárias de Saúde, em profissionais especializados e tratamentos adequados. Isso acarreta em uma grande quantidade de casos com diagnosticos errados e terapias ineficientes, gerando insegurança na terceira idade em procurar ajuda para tratar os seus problemas psicológicos.
Portanto, é urgente que se intervenha nesse problema. Para isso as Secretárias de Saúde devem criar uma pauta específica para garantir a saúde mental de idosos, por meio de divulgações em mídias socias, além de palestras em instituições de ensino sobre os problemas mentais da terceira idade, a fim de trazer visibilidade e reverter a indiferença da população frente ao tema. Tal ação pode, ainda, contar com consultas públicas para entender as necessidades dos idosos garantindo tratamentos adequados. Assim, em vez das repetições, preconizadas por Bauman, será possível vislumbrar uma nova realidade.