Desafios para garantir a saúde mental de idosos brasileiros
Enviada em 04/08/2025
Envelhecer é um processo natural do ser humano, porém, em um país como o Brasil, que gradativamente está aumentando o número de idosos, há dificuldades de como garantir uma boa qualidade de vida a essa referida população. Direitos básicos como a saúde física e principalmente a mental são debatidas em um contexto em que essas pessoas começam a ficar privadas de suas funções cognitivas e físicas em função de fatores como a solidão e outros problemas de saúde, respectivamente, acarretando em sérios desafios de políticas públicas a serem elaboradas.
Com base nisso, fatores como a solidão podem ser gerados por problemas neurológicos como o Alzheimer, tão comum nessa faixa etária e que são incompreendidos por familiares ou por falta de paciência desses com o idoso, o qual caracteriza-se por teimosias constantes quanto às suas limitações físicas impostas pela idade, ou até por uma apatia familiar desenvolvida.
Em comum a isso, surgem outras patologias que prejudicam a saúde mental que são problemas relacionados à motricidade, como a postura da marcha ou do equilíbrio, os quais podem levar a quedas constantes, possíveis fraturas e consequentemente, em muitos casos, a invalidez como o uso de cadeiras de rodas, além da perda gradativa de sentidos como a audição inviabilizando sua comunicação com familiares e amigos repercutindo negativamente tanto em sua saúde física quanto mental.
Por isso, é necessária a elaboração de políticas públicas nacionais que visem à proteção e a reabilitação do idoso e que se apliquem aos estados e municípios através de assistência médica periódica em lares ou casas geriatricas, além de produções de gincanas lúdicas como jogos de xadrez, baralho, palavras cruzadas, a fim de estimular as funções cerebrais e fomentar a execução de cursos técnicos como tarefas artesanais evitando-se a ociosidade, melhorando a auto- estima e mantendo-os úteis à sociedade. Com isso, poderemos ratificar e ampliar esses direitos, os quais estão inscritos no Estatuto do Idoso e tornar o processo de envelhecer mais saudável e natural e com menos paradigmas impostos pela sociedade.