Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 17/10/2025

“O fim da pólio agora.”, é o logradouro utilizado por Rotarys clubs – instituição social que faz ações voluntárias pelo mundo para campanhas contra a poliomielite, por meio da vacinação. Sob esse prisma, o Brasil contemporâneo se difere do resto do mundo, quando a vacinação ainda representa um desafio da população decorrente da desinformação compartilhada e o descaso governamental em campanhas e abastecimento das unidades básicas de saúde (UBS).

Diante disso, então, a divulgação no meio midiático e ambiente familiar sobre efeitos equivocados dos imunizantes, culminam em um perigo social, uma vez que os indivíduos ficam receosos em vacinar-se e desenvolvem fragilidades fisiológicas – como câncer. Acerca disso, o veículo de comunicação G1 publicou que durante a pandemia de covid-19, houve grande circulação de notícias falsas a respeito das vacinas - como mudanças no DNA, o que gerou a não vacinação de quase 10% dos brasileiros. Sob esse viés, percebe-se o poder da manipulação de informações sobre as decisões individuais e futuramente no corpo social como um todo.

Ademais, a carência nos investimentos com campanhas e estoque em UBSs são entraves que dificultam a erradicação de doenças atuais da vacina e até retornam com doenças já controladas na população, como a caxumba – segundo o Programa Nacional de Imunização. Logo, o Estado não estimula a imunização, uma vez que não é feita a distribuição organizada das vacinas nas esferas estaduais, segundo pesquisas do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Portanto, é evidente a importância da campanha de vacinação. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde aliado ao Ministério da Educação combater a desinformação e precariedade no acesso à vacina, por meio de boletins mensais nas redes sociais e polos de saúde. Além de palestras escolares para explicar de forma lúdica os benefícios da vacinação, a fim de criar-se um futuro Brasil imunizado e informado sobre os caminhos para ter saúde.