Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 08/10/2018

A campanhas de vacinação, aderidas pela população até a década de 90 hoje são deixadas de lado pela sociedade. Com isso, doenças erradicadas no Brasil, como a poliomielite estão reaparecendo, vitimando especialmente crianças menores de 5 anos de idade. Contudo, parte dessa responsabilidade esta nos pais desses menores, cuja geração, imunizada com frequência, não pôde conviver com tais moléstias e são descrentes quanto à sua existência.

Um dos fatores mais relevantes nesta problemática é a movimentação mundial e frequente de pessoas, que facilita a propagação de doenças. Mesmo o Brasil sendo referência mundial na prevenção de doenças pela vacinação, estamos sujeitos à migração de pessoas, fator cada vez mais frequente e que tem trazido de volta ao país algumas doenças erradicadas. É o caso dos imigrantes venezuelanos que chegaram à Roraima, contaminados pelo Sarampo que propagaram a doença em moradores locais não imunizados.

Ademais, muitos pais e responsáveis deixaram de imunizar as crianças. Alguns, em função de notícias falsas e estudos duvidosos que criticam sua eficácia. Outros porque não presenciaram as consequências da contaminação dessas moléstias ou suas sequelas, como as crianças que ficaram paraplégicas, nas décadas de 1970 e 1980, vítimas da poliomielite. Portanto, esses adultos questionam e criticam a necessidade de vacinação e não as proporcionam aos menores, expondo-os à essas enfermidades.

Em suma deve-se trabalhar a educação da população. Para tanto, é necessário que o Governo Federal institua, através do Ministério da Saúde e da Educação programas informativos nas escolas e postos de saúde, informando sobre a importância da vacinação preventiva, em ações também aos finais de semana, com a presença dos responsáveis. É imprescindível também a obrigatoriedade da apresentação da carteira de vacinação em dia para matrícula em qualquer escola pública ou privada.